Coletor de dados dá suporte à cientistas em trabalho de campo

O coletor de dados permite a catalogação de todas as informações

O trabalho de campo exige um equipamento robusto como o coletor de dados, seja no ambiente corporativo ou acadêmico. Todo profissional, ao deixar o conforto do escritório, perde a estrutura com que está acostumado a desenvolver seu trabalho. Hoje, a tecnologia da mesma forma que oferece todo tipo de solução, ela nos deixa dependentes de suas facilidades. E o trabalho ao ar livre ainda impõe um outro desafio: os caprichos da natureza.

“Um tablet, como o Ipad da Apple, não duraria muito em um ambiente desértico, com areia voando para todos os lados, como um sitio arqueológico ou em um estudo sobre geologia. Muito menos em ambientes úmidos, como a floresta tropical. E são nesses locais que as equipes de pesquisa precisam trabalhar. São em situações deste tipo, que o coletor de dados se torna indispensável”, afirma o técnico em manutenção Rodolfo K. de Oliveira.

Assim como o tablet, o coletor de dados é um tipo de computador portátil, mas ele é voltado especificamente para o mercado corporativo, e conta com uma estrutura física muito mais resistente, capaz de suportar batidas, quedas, vibração, poeira e mudanças de temperatura, mantendo seu desempenho estável.

“Boa parte do tempo, vivemos como ratinhos de laboratório, dentro da universidade, com equipamentos de tecnologia de ponta à disposição. Mas tudo isso faz parte da preparação para o momento de partir para o mundo real. Aí, chega a nossa hora de viver uma vida meio de Indiana Jones. E o coletor de dados e os telefones via satélite são o nosso ponto de ligação com a civilização”, conta a bióloga Doutora Pamela C. Fagundes.

O coletor de dados funciona com duas opções de sistemas operacionais. O mais tradicional e líder é o Microsoft Windows Mobile, uma versão criada para as necessidades de processamento do aparelho, que oferece suporte para aplicativos baseados em HTML5, dando liberdade de criação às empresas e universidades. “Desenvolvemos um programa para acompanhar a movimentação dos espécimes em seu hábitat natural através de marcadores intercutâneos com tecnologia RFID UHF, e usamos o coletor de dados para identificar o animal e seu percurso durante um determinado período. Podemos acompanhar as taxas de migração e levantar hipóteses sobre as razões que inspiram alguns comportamentos animais”, afirma o também biólogo José Henrique Tamagushi, parceiro de projeto de Pamela.

O coletor de dados está presente em todo o processo de pesquisa, como a integração com outras áreas. “Muitas vezes temos que acompanhar o efeito do clima em determinada região, ou fazer o download manual de informações de algumas estações que contam com aparelhos de medição mais antigos para compreender o seu impacto na vida animal. No alto de uma montanha, com as baixas temperaturas e o vento, um coletor de dados eficiente garante que não haja nenhum tipo de erro”, afirma José.

Independentemente do tipo de pesquisa, os profissionais acabam encontrando a segurança no coletor de dados para impulsionar o crescimento do conhecimento cientifico.